Sexy Life

Manual do sexo: ele seria o autor do meu [+18]

Por mais que prometamos não transar mais em local de trabalho, é praticamente impossível. A sala dele é como nosso segundo quarto e 99% das vezes em que o visito, tudo acaba em sexo. Não sei se é o ambiente ou o fato de ele estar sempre com roupa social, mas o tesão que sinto ao passar pela porta de madeira é tão grande que é difícil controlar.
Arrisco dizer que ele pensa o mesmo, pois é incrível como mesmo sendo um homem ocupado, sempre está disponível quando eu ligo informando que o visitarei.

Assim que fecho a porta sou agarrada e ganho um beijo delicado. Não dura muito. Em questões de segundos nosso ritmo aumenta e tudo que consigo pensar é em senti-lo. Suas mãos começam a acariciar as minhas coxas, subindo pelo comprimento da minha saia social. Ele apalpa minhas nádegas e logo percebe que estou sem calcinha.

– Não podemos fazer isso. – Sussurro, enquanto ele beija meu pescoço.

– Você vem toda sexy, com cara de quem quer ser fodida a tarde toda e diz que não podemos fazer isso? Até parece.

Ele me solta e caminha até a parte de trás da mesa em que trabalha. Segura nas costas da cadeira e puxa ela até o meio da sala. Nos agarramos um pouco mais e ele tira toda minha roupa , me deixando apenas com o salto alto. Sou empurrada em direção a cadeira e ele vai para trás de mim. Ouço o barulho de um saco de papel.

– O que está fazendo? – questiono, sem entender.

– Você tem razão, não podemos fazer sexo. – ele responde

Ele puxa meus braços para trás e coloca algo gelado em meus pulsos. Entendo rapidamente que se trata de uma algema. Minha excitação, que já era alta, triplica. Não satisfeito, ele venda os meus olhos.

– Não estou entendendo.

Sua presença some por um tempo. Quando retorna, está beijando meus ombros e pescoço, delicadamente. Meu corpo responde a cada beijo, arrepiando-se, arqueando-se. Ele começa a usar as mãos, percorrendo meus seios, meus braços, minhas pernas. Quero tocá-lo, estar no controle, mas minhas mãos amarradas me impedem. É torturante. Ele se ajoelha na frente da cadeira e coloca minhas pernas em seus ombros, me deixando completamente exposta e vulnerável.
Sinto sua respiração onde quero sentir sua ereção. Ele se aproxima e passa a língua devagar, me deixando louca. Arfo, reclamo, imploro. Ele não diz nada, apenas continua a sua tortura. Eu gosto, quero mais. Tento chegar para baixo para ele cair totalmente de boca, mas não consigo. Conheço-o suficiente para saber que ele está sorrindo com a situação.
Ele coloca um dedo e começa a movimentar-se. Em segundos, a língua começa a ajudar no trabalho.

É incrível como ele sabe exatamente o que fazer e como fazer. Quero tocar meus seios, olhar nos olhos dele, mas não tem como.
Entre gemidos e xingamentos aleatórios, imploro que me solte, mas ele não responde. É como se eu fosse a última fonte de água da terra e ele precisasse saciar a sede mundial.

Chego ao orgasmo e todo meu corpo explode em uma frenesi incontrolável, me debato enquanto sons estranhos saem da minha boca.

– Gostou? – Ele pergunta, me beijando.

Não respondo, apenas tento respirar.

– Não poder transar não significa que eu não possa te dar prazer.

Ele tira minhas algemas e minha venda, mas eu não me movo. O orgasmo foi tão forte que tenho medo de cair.

– Isso foi… Difícil definir.

– Tenta.

Penso um pouco, tentando encontrar as palavras ideais.

– Digamos que se eu precisasse de um manual de instruções de como me fazer gozar, contrataria você pra escrever.

Ele sorri, satisfeito. E eu também.

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