Sentimentalismo

Eu sou amor

Eu sempre pensei muito sobre o que é o amor. Um sentimento tão forte, tão avassalador, sempre me intrigou entende-lo e decifrar a necessidade das pessoas em ter o seu amor correspondido.

Quando criança, amor para mim era o que eu sentia pelo meu desenho favorito, pelo meu ursinho de pelúcia, pela minha família. Sem preocupação e sem entender muito as coisas, amar era bem fácil.

Quando fiquei um pouco mais velha, as coisas começaram a mudar. Comecei a amar outras pessoas. Sentia um amor grandioso pelos meus amigos – até por aqueles que hoje não fazem mais parte da minha vida. Foi quando percebi que amar pode ser doloroso.

Hoje, depois de decepções, perdas e corações partidos – meus e de outras pessoas –  percebo que amor não é apenas o que se tem ou o que se sente, amor é o que se é. 

Eu sou torcedora, por amar um time. Eu sou fã, por amar um artista. Eu sou namorada, por amar outro alguém. Eu sou amiga, por amar o convívio com outras pessoas. Eu sou blogueira, por amar escrever…

Depois de tanto tempo pensando, tentando decifrar esse sentimento que todos os seres humanos anseiam, percebi que eu sou amor. Sou amor pela vida, pelos lugares, por algumas pessoas, por algumas histórias. Eu sou amor porque me identifico com esse sentimento: incontrolável, forte, imprevisível. Capaz de ser a razão da felicidade de alguém, mas também da tristeza. Capaz de ser tudo por um tempo e se tornar nada depois. 

Amor é o que se é, amor é o que eu sou.

 

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