RecomendoUma boa leitura

Viver sozinho é tão normal de amor

Viver sozinho é tão normal de amor é o primeiro livro de Gabriel Melgaço.

A história é sobre o romance de Gabriel, um escritor de 24 anos e Amanda, uma advogada de 30 anos que acabou de se divorciar. Eles se conhecem por acaso em um ponto de ônibus do Rio de Janeiro, onde a história se passa.

Por conta do divórcio, Amanda passa por alguns momentos difíceis. Mesmo tendo a certeza de não amar mais o marido, não consegue lidar muito bem com o término. Gabriel, por sua vez, a compreende bem – ele também já teve suas desilusões amorosas.

O mais interessante da história é a forma que ela foi escrita. Nada de capítulos longos, momentos de tensão ou dramas de fazer chorar. É um livro que reúne crônicas, contos e citações que, como o autor já deixa claro no início, podem ou não ter a ver com a história principal. É tudo muito poético, reflexivo e se encaixa de verdade no cotidiano em que vivemos. O livro é daqueles que devoramos em um dia!

Gabriel Melgaço tem 25 anos, é formado em Psicologia e está fazendo especialização na área clínica.  O Donas da Verdade teve a honra de conversar com o autor. Confira a entrevista na íntegra:

1) VIVER SOZINHO É TÃO NORMAL DE AMOR é seu primeiro livro publicado, mas durante a leitura percebemos que você já escreve há um tempo. Como surgiu esse amor pela escrita?

Eu sempre fui muito movido pela fantasia e desde pequeno sempre fui apaixonado por cinema. Depois, com 15 anos, eu vi na escrita uma forma de contar as histórias originais que vinham na minha imaginação. Mais tarde, aos 18 anos, se tornou uma válvula de escape para as minhas emoções. O blog Andaimes de Aleatoriedades nasceu de uma depressão que eu tive aos 19 anos. Eu me sentia bem escrevendo e mais ainda quando alguém apreciava aquilo que eu tinha escrito.

 

2)  Quando começou a escrever, você já tinha o pensamento de lançar um livro ou foi algo que surgiu com o tempo?

Conforme o blog foi sendo elogiado por amigos e conhecidos, a ideia de escrever um livro foi tomando forma.

Quando o Facebook se tornou mais presente na vida das pessoas, eu vi que era uma possibilidade de maior visibilidade e expressão. Mas ainda assim, no Facebook, ao mesmo tempo que há expressão, também me traz a ideia de algo que é passageiro. O livro é uma forma sólida de algo que eu queria dizer.

 

3) Como foi o processo de criação de VIVER SOZINHO É TÃO NORMAL DE AMOR? Como foi essa experiência pra você?

Foi maravilhoso!  Quando decidi que transformaria o que eu escrevi em um livro, eu passei por todo o material que eu tinha escrito desde que eu tinha 15 anos. Mantive algumas coisas e reescrevi outras.  Quando vi que tinha como unir tudo de alguma forma através de um romance, muita coisa nova foi escrita, então dá pra dizer que tem muito do que é antigo, de quando eu era mais novo e muita coisa nova de agora, que sou mais velho.

 

4) Como foi o lançamento para você?

Foi um dia muito especial. Eu percebi como uma forma de retribuir a muitas pessoas da minha vida algo em escrito aquilo que nunca foi dito. Foi um dia bem feliz.

 

5) O que sua família e amigos acharam quando você decidiu escrever um livro?

Eles ficaram muito surpresos, porque eu só contei quando o livro estava quase pronto. Eu não sabia o que esperar quando comecei o processo de juntar os textos e escrever, mas ao final quando eu senti que “ok, isso é um livro”, é que eu comecei a revelar. Mas ainda assim, para a maioria o livro foi feito na surdina. Ficaram muito surpresos.

 

6)  Você explica o nome do seu livro durante a história, mas como ele surgiu?

Em 2014, eu estava com tendinite e para poupar o meu braço e não digitar, eu comecei a brincar com o receptor de voz do celular. Foi assim que eu “escrevi” “Supermercados”. Um dia eu estava dizendo frases aleatórias e eu confesso que não lembro se eu disse o nome do livro ou se o celular que entendeu assim, mas quando eu vi na tela, eu adorei. Ano passado, quando eu estava revendo o bloco de notas com as coisas que eu escrevi no celular, assim que eu bati o olho sabia que seria um ótimo título. E o interessante é que quanto mais eu escrevia, mais o titulo fazia jus ao livro. Foi bem legal!

 

7) Existe realmente uma Amanda na sua vida? Rs

É melhor guardar o mistério do que sucumbir ao segredo. 

 

8) “Finais Felizes”, “Afinidades” e “Desabafo feminino” sãos os meus textos favoritos do livro. (Este último porque eu me identifico muito, pois fico histérica e choro muito com futebol. haha) Quais são os seus favoritos?

Hahaha, eu fico feliz que tenha gostado!

Eu fiquei muito orgulhoso de “É difícil ser Deus/Billy”, esse é um texto que eu mostrei para muita gente. E cada capítulo com o título Amanda é bem cheio de significado. Joey  também foi muito divertido de fazer.

 

9) Você lê muitos livros? Tem algum favorito?

Eu li muito Harry Potter e os livros do Game of Thrones. Ultimamente tenho lido algumas peças do Shakeapeare. Mas Factótum, do Charles Bukowski e Onze Minutos, do Paulo Coelho foram o que modelaram a minha escrita. Foi uma grande liberdade ver o jeito como esses dois são escritos.

Mas eu tenho que fazer uma menção honrosa a três álbuns que me marcaram muito no jeito que as letras foram escritas, e que me influenciaram muito nesse livro:

Pain of Salvation – Remedy Lane, Pain of Salvation – Road Salt II e Dream Theater – The Astonishing.

O Remedy Lane me deu honestidade para lidar com as emoções de um jeito sincero. O Road Salt II é sobre as encruzilhadas, os dilemas e os impasses na vida de cada ser humano. O The Astonishing me deu dinamismo e coragem para fazer algo que seja breve e corrido, mas divertido e cheio de significado.

Esse livro foi escrito com a influência sonora e literária desses três álbuns.

 

10) Pretende escrever outros livros? Já tem um tema em mente?

Eu escrevi muita coisa desde que terminei o livro.  Andei pensando em um livro de psicologia que fosse muito acessível e terapêutico ao público leigo. Por enquanto são só ideias, mas com certeza vem mais por aí.

 

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